Bezerra de Menezes

Casa de Recuperação e Benefícios

Bezerra de Menezes

Fé inabalável só o é a que pode encarar frente a frente a razão, em todas as épocas da humanidade. — Allan Kardec

KARDEC, ROUSTAING
E A FÉ RACIOCINADA

Para saber mais sobre Roustaing e sua obra, visite o nosso Museu Roustaing.

Algumas vezes confrades muito amigos nos falam de possíveis contradições entre as obras de Kardec e Roustaing.

Esse tipo de afirmação nos leva a uma espécie de paradoxo corrente em nosso movimento: se o próprio Codificador diz, na Revista Espírita, que os três primeiros volumes da Codificação e “Os Quatro Evangelhos” não se contradizem, como pode alguém neles encontrar contradição?

O Codificador é sempre objetivo em suas assertivas, não há espaço para segundas interpretações:

“É um trabalho considerável e que tem, para os espíritas, o mérito de não estar, em nenhum ponto, em contradição com a doutrina ensinada em “O Livro dos Espíritos” e em “O Livro dos Médiuns”. As partes correspondentes às que tratamos em “O Evangelho segundo o Espiritismo” o são em sentido análogo” - Revista Espírita de Junho de 1866, pág. 257, Ed. FEB.

Diante de tal paradoxo, chegamos a um impasse.

Se aceitamos de plano a sentença de Kardec, entendendo que ninguém poderia conhecer melhor sua obra, senão ele mesmo, estaremos apequenando a opinião de amigos e confrades respeitados e queridos.

Se, por outro lado, levamos em consideração as opiniões amigas, estaremos, igualmente, diminuindo o parecer do ilustre mestre lionês sobre sua própria obra!

Ô vida difícil... rs

Para sair dessa "saia justa" decidimos estudar. Colocar lado a lado as obras, as de Kardec e Os Quatro Evangelhos de Roustaing, página a página, para examinar, enfim, se há de fato alguma contradição entre elas. Bem "teste de São Tomé" mesmo, para não haver mais dúvida.

Nasceram assim três substanciais volumes, todos disponíveis para download livre e gratuito em nossa Biblioteca Virtual: "Em Verdade Vos Digo", "Examinai Tudo" e "O Dom de Deus". No primeiro compara-se O Evangelho Segundo o Espiritismo, de Kardec, com os Quatro Evangelhos de Roustaing; no segundo, O Livro dos Espíritos e, finalmente, no terceiro, O Livro dos Médiuns.

São mais de 1.500 páginas de comparações das duas obras, com milhares de parágrafos colocados lado a lado, para livre exame de quem se interessar sobre o assunto.

A que conclusão chegamos?

A essa altura pedimos a compreensão dos amigos, mas não podemos por amizade incorrer em qualquer falta contra a verdade, e a verdade está claramente com a opinião do Codificador: não identificamos, de fato, depois do mais apurado exame, NENHUMA contradição entre elas.

Nas palestras feitas para divulgação dessas obras, o ponto alto foi sempre um exercício que fizemos com o público, em que apresentamos trechos das duas obras sem lhes acrescentar a fonte: os ensinos eram tão semelhantes ao ponto de confundir aos mais atentos, confirmando em cada passagem que Kardec e Roustaing "beberam na mesma fonte".

Querem um exemplo?

Pois bem: Seguem abaixo dois trechos do volume "Em Verdade vos Digo", igualmente sem a indicação de que trecho provém de Kardec ou de Roustaing... É uma passagem muito importante, muito simbólica do perfeito alinhamento moral das obras desses dois Apóstolos do Espiritismo, porque tratam exatamente do Amor aos Inimigos:

“Amar os Inimigos ... é não lhes guardar ódio, nem rancor, nem desejos de vingança; ... é perdoar-lhes, sem pensamento oculto e sem condições, (...); ... é não opor nenhum obstáculo a reconciliação com eles; ... é desejar-lhes o bem e não o mal; ... é experimentar júbilo (...) com o bem que lhes advenha; ... é socorrê-los, em se apresentando ocasião; ... é abster-se, quer por palavras, quer por atos, de tudo o que os possa prejudicar; ... é, finalmente, retribuir-lhes sempre o mal com o bem.”

“Para se praticar este amor ... não basta a isenção de ódio, de rancor, de desejo de vingança contra os inimigos, ... não basta a abstenção de palavras, de atos, de tudo o que lhes possa ser nocivo ou desagradável, ... não basta perdoar-lhes e esquecer o mal que fizeram ou fazem. É preciso pagar-lhes, em tudo, por toda parte e sempre, o mal com o bem, por todos os meios, sob todas as formas e em todas as circunstâncias, com sinceridade no pensamento e no coração. É preciso trabalhar assim sem cessar por conquistá-los”.

Divirtam-se... Para saber a resposta, é só baixar o volume Em Verdade vos Digo e buscar o trecho correspondente, ok?

Muita paz!


Cartaz Evento Gabriel Delanne

Museu Bezerra de Menezes