Retrato de Bezerra de Menezes

Casa de Recuperação e Benefícios Bezerra de Menezes

Fé inabalável só o é a que pode encarar frente a frente a razão, em todas as épocas da humanidade. - Allan Kardec

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o idioma universal da Paz!

Estrela verde que simboliza o Esperanto
Comunicado de realização do XXII Congresso Roustaing em nossa CASA.

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CONFISSÃO-APELO

Meus irmãos:

Que Jesus nos preserve de nós mesmos!

Venho fazer uma confissão, que, também, é um apelo. Espiritista militante, exerci, na Terra, a relevante tarefa de direção de uma Casa Espírita.

Conhecido, exclusivamente, pelo exterior, granjeei respeito, tornei-me objeto de admiração, logrei amizades, que se tornaram duradouras quão valiosas.

Guindado ao ministério do auxílio fraternal, desobriguei-me a ingentes esforços do labor que abraçava espontaneamente.

À medida que o tempo acumulava horas, o entusiasmo inicial deixou-me sucumbir sob a rotina causticante e desagradável, fazendo que a tarefa se tornasse pesada canga, que a custo conseguia carregar. No entanto, multiplicavam-se as louvaminhas, os exórdios ao personalismo doentio, as sugestões maléficas em forma de convites vaidosos e laureantes, e, a pouco e pouco, fui transformando a Casa que deveria permanecer como suave refúgio dos sofredores e humilde tabernáculo de orações, em reduto de ociosidade e parasitismo inúteis, entremeados da risota faciosa e da frivolidade, que, paulatinamente, se alastrou inevitável.

As aparências, porém, continuavam a manter o bom tom, enquanto as exigências íntimas se transformaram, inesperadamente, em algozes impiedosos, fazendo-me ver o que me comprazia em detrimento do que deveria.[...]

Ilustração retratando a passagem evangélica da lavagem de pés dos discípulos por Jesus.

A vaidade, esse vírus de que poucos se dão conta, ou de que alguns, ao se aperceberem, já estão dolorosamente infetados, encarregou-se de desferir-me o golpe fatal [...]

Os elogios perniciosos se encarregaram de completar o quadro do meu equívoco infeliz, e, sem dar-me conta, fui arrebatado pela desencarnação, deixando um rio de lágrimas nas pessoas gradas, que se compraziam na minha conversação fluente e nas minhas excentricidades, que passaram a constituir moda, enquanto eu mergulhava na imensa realidade do despertar da vida no além-túmulo...

Várias homenagens foram programadas entre os que permaneceram na carne, em minha memória. O meu nome foi colocado no frontispício do santuário, que deveria sustentar as expressões simples e invencíveis da caridade,

Antigo retrato foi ocupar um lugar de honra numa sala vazia, inútil, e, em breve, o culto à memória do companheiro desencarnado começou soez, deturpando a limpidez das pregações sobre a Doutrina Consoladora enquanto me perturbava o espírito atribulado. [...]

A consciência despertou rigorosa e passei a experimentar o tumulto dos remorsos, dos arrependimentos tardios e das agonias longas que as palavras, só mui dificilmente, conseguem descrever.

Concomitantemente, os hinos de exaltação que me chegavam da Terra eram punhais que me penetravam a alma, que reconhecia não os merecer. As referências laudatórias espezinhavam-me ante a autocrítica acentuada e os apelos dos humildes, que sinceramente invocavam a minha proteção, laceravam-me, face ao descobrimento da minha própria inutilidade. [...]

Quase duas décadas já se foram. O meu nome brilha na lapide de algumas Instituições e me invocam em muitos lugares, com imerecido carinho, fazendo-me compreender que o castigo do culpado é a consciência da culpa.. [...]

Não transformem Espíritos familiares, amigos e protetores, em guias de ocasião, como santos da vaidade. Busquem o Senhor e os seus ministros, na certeza de que não se equivocarão e estejam vigilantes para toda e qualquer exteriorização, que signifique culto pernicioso, ameaçador da claridade do nosso Movimento, abrindo hoje regime de exceção na direção do futuro da Causa que abraçamos.

Cuidem, envidem esforços para expungir as inferioridades, antes que as inferioridades lhes imponham os seus rigores em cerco nefando, impingindo-lhes as funestas consequências, que somente a muito custo delas conseguirão libertar-se. [...]

Tenham muito cuidado, sim, porque pior do que a desencarnação é a morte da ilusão que se cultiva, encarregando-se de destruir os ideais dentro de cada um, asfixiando o seminário de plantas divinas, que todos prometemos cuidar, no pomar do espirito, que jaz, então, atormentado e desditoso...

Concluindo, repito, emocionado: que Deus nos abençoe e nos resguarde de nós próprios!

ARTUR MARCOS (*)

(*) Identidade supressa por motivos óbvios.

(Depoimentos Vivos – Diversos Espíritos/Divaldo Franco)


VIVÊNCIA ESPÍRITA

O correto exercício do Espiritismo como condição basilar para o equilíbrio pessoal impõe valiosas regras de comportamento moral e espiritual, que não podem ser relegadas ao abandono sob qualquer pretexto, pois desconsiderá-las incidiria em grave erro, cujas consequências padeceria o candidato à vida sadia, como distonias de várias formas e lamentáveis processos de enfermidades outras de erradicação difícil.

Ilustração mostrando Jesus entre os discípulos confraternizando.

Não sendo o homem senão um espírito em árdua ascensão, empreendendo valiosos esforços, que não podem permanecer subestimados para lograr a renovação almejada, a vivência espírita é-lhe terapêutica salutar para as anteriores afecções físicas e psíquicas que imprimiu nos tecidos sutis do perispírito e agora surgem como dolorosos desaires... Simultaneamente é preventivo para futuras sequelas, vindouros contágios que lhe cabe evitar, na condição de ser inteligente, zeloso da própria paz.

Conquanto as naturais tendências para a reincidência nos equívocos a que se vê inconscientemente atado, dispõe, com o conhecimento revelador dos elevados objetivos da vida, dos recursos liberativos e das técnicas, prodigalizantes do equilíbrio, que, utilizadas, constituem o estado ideal que todos buscamos e que está ao alcance do nosso desdobramento de atividades.

Para tal cometimento - o da harmonia - o código moral do Evangelho perfeitamente redivivo no conteúdo doutrinário da Revelação Kardequiana tem primazia de aplicação. [...]

Ao espiritista, bafejado pela sublime iluminação da Imortalidade, cabe o indeclinável sacerdócio do amor, de produzir emoções superiores onde se encontre, com quem esteja, consoante seja convocado à ação direta.

A fim de consegui-lo amanhã, indispensável imantar-se de amor e esparzir confiança na vitória do amor, na ingente luta em que nos encontramos, a fim de que o aparente mal dos maus não consiga descaracterizar os lídimos postulados do Cordeiro de Deus, que abraçamos e divulgamos em nome de nova ética, a espírita, que, no entanto, traz a mesma diretriz moral que há vinte séculos apareceu num estábulo, consubstanciou-se numa vida e não pôde ser extinta numa Cruz.

BEZERRA DE MENEZES

(Depoimentos Vivos – Diversos Espíritos/Divaldo Franco)


O MELHOR REMÉDIO

Frequentemente chegam até nós, além de confidências onde avultam delicados desequilíbrios pessoais, brados de socorro através de pedidos de preces, conselhos, etc. [...]

E o melhor remédio [...] é o aprendiz se dedicar ao estudo criterioso do Espiritismo. Estudando com dedicação e boa vontade as obras espíritas em geral, máxime as básicas, ele se informará de que:

a) Ao consultar o seu médico, se estiver enfermo, bastará fervorosa prece suplicando assistência do Alto para o seu caso, porque a assistência virá, e tanto ele, enfermo, como o seu médico serão beneficiados, sem necessidade de indagações aos guias espirituais através do mediunismo.

b) Que um médico também é bom veículo dos Espíritos dos médicos espirituais, para a cura das doenças físicas materiais, porque ele, médico terreno, possui o cabedal científico necessário para interpretar as intuições que advenham do Alto, estando também apto para agir por si mesmo, no desempenho da sua clínica.

c) Que as eminentes entidades espirituais não podem estar visitando ociosamente qualquer de nós, sentando-se na sala ao nosso lado, porque bastaria uma irradiação das suas virtudes para nos beneficiar, mesmo de longe, e porque, ao demais, têm mais que fazer nos espaços infinitos a bem das Humanidades, filhas de Deus.

Ilustração mostrando Simão, o Cireneu, carregando a cruz de Jesus.

d) Que as nossas provações são frutos lógicos dos nossos próprios erros cometidos na atual existência ou em outras passadas, também podendo ser resultado das circunstâncias havidas no planeta inferior que habitamos, trabalho de evolução, e, por isso, nenhum de nós está sofrendo inútil ou injustamente.

e) Que o melhor meio de obtermos algumas revelações sobre nosso passado espiritual, ou qualquer noticiário interessante da espiritualidade, será nada desejar e nada perguntar, mas sim cumprir com o nosso dever de espíritas, renovando nosso caráter a cada dia, reformando nossos hábitos maus, reeducando a mente e o coração, auxiliando o próximo, exercendo o bem quanto possível, a fim de sintonizarmos nossas forças psíquicas com as vibrações superiores da espiritualidade, mas jamais exigindo dos nossos guias espirituais explicações que eles não podem nem devem conceder, porque as leis de Deus não o permitem.

f) Que as respostas às nossas indiscretas indagações comumente são fruto da mistificação de Espíritos galhofeiros, os quais se divertem com a nossa vaidade, fazendo-nos supor que somos imperadores ou príncipes reencarnados, quando, quase sempre, nada mais fomos que miseráveis obsessores, carregados de responsabilidades.

g) Que a melhor revelação do nosso passado reencarnatório permanece dentro de nós mesmos, arquivada nos refolhos do perispírito, revelação que poderá surgir, à nossa lembrança comum, impelida pelas intuições do coração, pelas reminiscências espontâneas ou por qualquer outro estado superior de vibrações, durante o sono de cada noite, durante choques emocionais propícios ao fato ou através das próprias tendências do nosso caráter.

h) E que, finalmente, no capítulo VI de O Evangelho Segundo o Espiritismo, o Espírito de Verdade, patrocinador do movimento espírita, dá-nos esta preciosa orientação: “Espíritas! Amai-vos, este o primeiro ensinamento; instruí-vos, este o segundo!”.

Estudemos, pois, a reveladora Doutrina dos Espíritos, porque será impossível praticá-la fielmente sem conhecer as suas bases, e amemos com aquele sentimento superior, recomendado pelo Evangelho, porque o resto, ou seja, tudo o mais que nos seja proveitoso virá até nós espontaneamente, por acréscimo de misericórdia, sem necessidade de indagações impertinentes aos nossos respeitáveis guias e sem o ridículo das suposições que só a ignorância dos princípios doutrinários alimenta em nossas descabidas preocupações...

(À Luz do Consolador – Yvonne do Amaral Pereira)


OS EVANGELHOS EXPLICADOS

Origem e Evolução do Espírito

(Mateus, 1: 1 a 17 - Lucas, 3: 23 a 38 - continuação)

Imagem mostrando uma figura humana etérea de braços abertos, iluminada e alçando-se ao infinito.

Depois de haver passado por todas as transfigurações da matéria, por todas as fases de desenvolvimento para atingir um certo grau de inteligência, o Espírito chega ao ponto de preparação para o estado espiritual consciente, chega a esse momento que os vossos sábios, tão pouco sabedores dos mistérios da natureza, não logram definir, momento em que cessa o instinto e começa o pensamento.

Quando se vos falou do Espírito no estado de infância, no estado, por conseguinte, de ignorância e de inocência; quando se vos disse que o Espírito era criado simples e ignorante, tratava-se, está bem visto, da fase de preparação do Espírito para entrar na humanidade. Fora inconsequente, então, dar esclarecimentos sobre a origem do Espírito. Notai que ela foi deixada na obscuridade. Ainda hoje seria cedo para desenvolver esse ponto. Utilizai-vos, porém, do que vos dizemos, porquanto, ao tempo em que este vosso trabalho aparecer aos olhos de todos, os Espíritos encarnados já se acharão mais dispostos a receber o que então, e mesmo hoje (Abril de 1863), tomariam por uma monstruosidade, ou por uma tolice ridícula.

Atingindo o ponto de preparação para entrarem no reino humano, os Espíritos se preparam, de fato, em mundos ad-hoc, para a vida espiritual consciente, independente e livre. É nesse momento que entram naquele estado de inocência e de ignorância. A Vontade do soberano Senhor lhes dá a consciência de suas faculdades e, por conseguinte, de seus atos, consciência que produz o livre-arbítrio, a vida moral, a inteligência independente e capaz de raciocínio, a responsabilidade.

Chegado deste modo à condição de Espírito formado, de Espírito pronto para ser humanizado se vier a falir, o Espírito se encontra num estado de inocência completa, tendo abandonado, com os seus últimos invólucros animais, os instintos oriundos das exigências da animalidade.

A estátua acabou de receber as formas. Sob a direção e a vigilância dos Espíritos prepostos, o Espírito formado se cobre dos fluidos que lhe comporão o invólucro a que chamais — perispírito, corpo fluídico que se torna, para ele, o instrumento e o meio ou de realizar um progresso constante e firme, desde o ponto de partida daquele estado até que haja atingido a perfeição moral, que o põe ao abrigo de todas as quedas; ou de cair, caso em que o perispírito lhe será também instrumento de progresso, de reerguimento, mediante encarnações e reencarnações sucessivas, expiatórias a princípio e por fim gloriosas, até que atinja aquela perfeição moral.

(Fonte: "Os Quatro Evangelhos", org. de Jean Baptiste Roustaing, psicografia de Émilie Collignon, Ed. Ibbis, Brasília, 2022. Tomo I, Item 56, parágrafos 37 a 41)


ESTUDOS FILOSÓFICOS:
A maior e melhor série de artigos
da literatura espírita brasileira está de volta!

Artigo CDXXXVI - Gazeta de Notícias, 19-04-1896

Imagem de Bezerra de Menezes na capa do livro com sua biografia por Luciano Klein.

Antes de prosseguirmos com a apreciação dos luminosos estudos do venerando Almignana, resfoleguemos um pouco, pensando numa situação por ele feita.

S. João, águia de Patmos, o discípulo que teve a suprema ventura de reclinar a cabeça no seio da suprema verdade, ensinando o meio de reconhecermos se um Espírito é ou não de Deus, firma clara, positiva e categoricamente o princípio da comunicação dos vivos com os chamados mortos.

Com efeito, como fazermos-lhes perguntas, se não estivermos em comunicação com eles?

E S. João ensina a pergunta que lhes devemos fazer.

Quererá João falar de anjos e de demônios, chamando os primeiros Espíritos de Deus e os segundos Espíritos que não são de Deus?

Em primeiro lugar, se este fosse seu pensamento, por que não dizer claramente – anjos e demônios, em vez de envolvê-lo no manto da obscuridade, dizendo: Espíritos que são de Deus e Espíritos que não são de Deus, isto é, Espíritos bons e Espíritos maus?

Tão preciso na indicação dos meios de conhecer os Espíritos bons e maus – e tão sibilino na designação desses Espíritos!

Em segundo lugar, desde quando teve o homem a faculdade de submeter um anjo a rigoroso inquérito, quando inúmeros exemplos nos dão as escrituras de que os anjos se fazem conhecer à simples vista pela majestade e santidade que transluzem de suas faces?

Nós usamos aqui da linguagem bíblica, que não são da espírita, que é muito outra em relação aos anjos.

Leia-se o livro de ouro da humanidade – e reconhecer-se-á: que todos os patriarcas que mereceram a visita dos anjos, não precisaram dos meios ensinados por João para saberem com quem tratavam.

E, pois, o ensino do discípulo amado seria ocioso, se se referisse aos anjos

Zacarias vacilou: mas sua vacilação não foi quanto à natureza do enviado do Senhor, sim quanto ao que ele lhe anunciava.

Foi o caso da Santa Virgem, que se prosternou ante Gabriel, de perguntar-lhe: como seria o que lhe ele anunciou.

Não, há, pois, exemplo de ser jamais necessário o meio aconselhado por João, para o caso da manifestação de um anjo.

Logo, tal meio não foi ensinado para o reconhecimento de anjos, mas sim de simples Espíritos humanos.

Releva notar que, a par das manifestações dos anjos, a Bíblia refere-nos fatos de manifestações de Espíritos humanos, como o de Samuel, evocado por Saul.

E, tanto eram conhecidas estas últimas manifestações, que Moisés proibiu a evocação dos mortos, de que os hebreus abusavam.

Se, pois, há manifestação de anjos e de Espíritos humanos, segundo a Bíblia – e S. João fala de Espíritos, que não de anjos, por que atribuir-lhe o pensamento de referir-se ao de que não fala, em vez de referir-se ao de que fala claramente?

Em terceiro lugar, se fosse do demônio que ele falou, seria curial atribuir àquele altíssimo espírito o ensino de entrarmos em conversa com o inimigo eterno do gênero humano?

E poderia supor João que fosse preciso inquirir o demônio para se o reconhecer, quando suas falas o denunciariam, pela regra de que árvore ruim não produz bom fruto?

Dir-se-á que o mesmo dar-se-á com o Espírito humano que for mau.

Não há tal, porquanto, o Espírito humano que for mau, terá, por obra da eterna justiça, sua razão obscurecida, ao passo que o anjo do mal, segundo a Igreja possui e emprega poder e saber quase infinitos.

A este, o meio ensinado por João não embaraçaria, porque ele nos deslumbraria até com sua resposta; àquele, porém, sua própria perturbação intelectual fá-lo-ia confessar, e porventura até com alarde, seu desprezo por Jesus.

Os dois podem ser comparáveis perfeitamente a dois criminosos, dos quais um é sumamente inteligente e ilustrado e o outro é um pobre beócio.

Ambos querem enganar à justiça; mas, ao passo que o primeiro ilude habilmente às questões, o segundo deixa-se facilmente apanhar.

Não, caríssimos padres do Apóstolo, o ensino de João seria uma imbecilidade se se referisse aos anjos e aos demônios; é, porém, sábio e profícuo referindo-se aos Espíritos humanos.

E, se João nos ensina a distinguir os bons dos maus Espíritos, por meio de um questionário, é que esses Espíritos (Espíritos dos mortos) podem comunicar conosco (com os vivos).

Não é, portanto, o demônio, como pensais e ensinais, quem vem a falar-nos pelos médiuns ou pelas mesas, como verificou Almignana; mas Espíritos dos que viveram na Terra, como nos diz S. João Evangelista, pelo ensino que nos legou, para distinguirmos os bons dos maus.

Tudo progride, ilustres amigos; e não há de ser a religião, a ciência das verdades eternas, uma exceção à lei universal, posta por Deus.

A revelação de novas verdades, mesmo no seio da verdadeira religião, de séculos em séculos, prova que aquela lei sublime não tem uma exceção.

Jesus fez mais ampla Revelação que a de Moisés; Jesus amplia hoje sua própria Revelação, como prometeu (Evang. de S. João).

Enquanto Moisés recebia a Lei, o povo erigiu em seu Deus o bezerro de ouro; enquanto Jesus ensinava o caminho da salvação, o sacerdócio o condenava à morte afrontosa; enquanto o mesmo Senhor dota o mundo de mais doces e auspiciosas verdades, a Igreja romana condena-o pela segunda vez. Ai de ti, Roma!

Max.

Reproduzido conforme texto original. Confira na edição da Gazeta de Notícias de 19-04-1896 Hemeroteca da Biblioteca Nacional.
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